Os funcionários da ala de banco de leite do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), pararam parte das atividades, na tarde de ontem, por cerca de 40 minutos, por um motivo nobre: receber a visita da cantora norte-americana Dionne Warwick, embaixadora de Alimentos e Agricultura Mundial pela Organização das Nações Unidas (ONU). A artista — que fará uma única apresentação no Teatro Nacional de Brasília, hoje — foi ciceroneada pela primeira-dama do Distrito Federal, Ilza Queiroz, durante toda a recepção. A presença de Dionne foi ainda mais oportuna porque, até amanhã, é comemorada a Semana Mundial de Amamentação em pelo menos 150 países, entre eles, o Brasil.

Dionne chegou ao Hmib acompanhada pela cunhada e pelo irmão. Trajando uma camiseta do menor país da Europa, Malta, ela mostrou por que se tornou uma das maiores atuantes de causas humanitárias no mundo. Com bastante simplicidade e sempre com um sorriso no rosto, a cantora conversou e tirou fotos com servidores, voluntários e pacientes que esperavam para doar leite. A todo momento, um tradutor convertia a língua materna da cantora para o português.

Entusiasmada com o trabalho da unidade de saúde, a cantora fez questão de parabenizar a equipe do Hras. “É a primeira vez que estou visitando um banco de leite na minha vida. Estou impressionada com o envolvimento das pessoas que participam desta ação”, disse. Foi por conta própria que Dionne decidiu visitar o espaço, após ser informada do trabalho do hospital por meio de um ginecologista brasiliense. “Ela soube e ligou para a primeira-dama dizendo que queria conhecer”, disse a diretora geral do Hras, Roselle Bugarin.

Doações
Dionne Warwick também foi recepcionada pela representante da Rede Ibero-Americana de Banco de Leite no DF, Míriam Oliveira dos Santos. Dela, Dionne recebeu um broche da entidade e uma bolsa com documentos que explicam com detalhes o trabalho realizado no setor de estoque de leite. Ao fim da visita, a cantora foi presenteada pela primeira-dama do DF com um buquê de rosas.

Ilza Queiroz acredita que ações humanitárias desenvolvidas por Dionne são referências para o mundo. “É um prazer poder receber um ser humano que faz trabalhos capazes de salvar vidas. A visita dela só vem a trazer pontos positivos”, declarou. “Agora, depois que Dionne veio aqui, eu espero que as mulheres façam mais doações e que o DF se torne um exemplo.”

A diretora do Hras afirmou que os trabalhos do banco de leite já ultrapassaram o Brasil e hoje são conhecidos em três países da África, nos quais uma equipe da rede ajudou a construir o primeiro banco daquele continente. “Já existe em Cabo Verde e agora será ampliado para mais dois países, Moçambique e Angola”, adiantou Roselle